Subscribe:

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

De volta...

15/08/11 – Aeroporto de Lisboa

E começa mais uma etapa... Ainda na mesma fase de estudos na França, mas assim mesmo, uma nova etapa. Muita coisa mudou em um ano. Já não vou encontrar as mesmas pessoas, quer dizer, só alguns poucos amigos que continuam comigo... Quantas pessoas passaram na minha vida em um ano, quantas sensações, quanta coisa aconteceu, quanta coisa mudou de repente. O tempo aqui na Europa parece passar ainda mais rápido que de costume, porém a vida se apresenta tão intensa que vivemos anos em poucos meses. Às vezes isso assusta. Às vezes os sentimentos não acompanham essa velocidade feroz em que as coisas mudam.

É preciso parar, respirar, refletir, viver. Muitas vezes, talvez, seja melhor nem pensar...

25/08/11 – Grenoble

Dez dias depois do meu retorno me sinto só. Tenho alguns amigos do ano passado que continuam por aqui, mas é como se eles não estivessem, em alguns momentos. Cada um parece viver sua vida dentro da sua própria bolha, dentro de seus “quartos-brancos”. Aquela vida em grupo que tínhamos perdeu a força, por mais que a gente tente mantê-la em alguns poucos instantes em que nos reunimos. Talvez seja porque perdemos muitos de nossos companheiros e os novos ainda não nos dão tanta abertura.

Sinto que a minha amizade já não tem tanta força para alguns. É natural, eu sei. Isso me deixa nostálgica, querendo que o tempo volte para eu poder reviver todas essas lembranças que insistem em vir à mente, tão nítidas. Sinto que ainda não voltei a ser a mesma de seis meses atrás. Pensando bem, acho que isso é impossível. Alguns acontecimentos marcam demais a nossa vida, e pode mudar quem somos ou como pensamos para sempre.

domingo, 14 de novembro de 2010

Et, voilà... 3 meses na terra dos queijos e vinhos! - parte II


Fêtes de la Rentrée e Oktoberfest

Setembro foi o mês das “Fête de la Rentrée”, as festas de boas-vindas para os novos e antigos estudantes, as festas de integração, enfim, as festas de reinício do ano letivo. Cada universidade, faculdade, cursos e programas de intercâmbio, como o Grenoble-Brasil, tiveram a(s) sua(s). E haja soirées, buffets de boas-vindas, reuniões, encontros e afins. Até o mês passado ainda tiveram algumas!

Festa de boas-vindas na Bastilha, em outubro

Aquela empolgação de quando chegamos ainda continuou, mas em menor ritmo. E claro, não perdemos a oportunidade de ir à Oktoberfest, a original, em Munique – Alemanha. Fomos num ônibus que uma brasileira, da geração Gre-Brasil anterior, organizou pra 60 e poucas pessoas. Muito caos na ida, 10 horas de viagem à noite, frio e muita expectativa. Pegamos o início da festa, cedo da manhã, num dia de muita chuva e frio em Munique. Teve gente que já chegou na festa pra lá de Bagdá, ou melhor, de Grenoble... E o nosso café da manhã foi: uma caneca de 1 litro de cerveja alemã, pra despertar!

E só pra resumir ainda mais: entramos numa das tendas, tomamos cervas ao som de músicas típicas alemãs e *hab locs vestidos com roupas tradicionais, fizemos amizades, subimos nas mesas, causamos, tiramos milhões de fotos, fomos obrigados a sair às 16:30 (porque as mesas eram reservas a partir desse momento), ficamos sem rumo passeando pela festa – debaixo de chuva e frio – encontramos uma mesa do lado de fora e bebemos mais um pouco, depois esperamos a hora de ir embora e, pra terminar a noite, esperamos horas por UMA criatura sem noção, um escocês, que estava perdido, drogado, e sem documentos. Saímos de Munique 1h da manhã, por aí. Ah! Roubei um canecão daqueles, óbvio!


a galera do ônibus, na entrada da Oktoberfest



as famosas canecas de cerveja de 1L

* hab locs: habitantes locais


3° mês, mais ou menos light

Mês passado, outubro, o bicho começou a pegar: aulas e mais aulas, conferências, trabalhos, apresentações, compromissos. Por isso, todo mundo ficou (um pouco) mais responsável e cheio de afazeres. Claro que ninguém deixou de sair, mas as coisas ficaram mais lights.

As duas noites de maior passação foram: no dia do aniversário de um gaúcho, com direito a tequila (e isso já explica muita coisa) e outras bebidas, e a noite em que um paulista, ex-quase-sobrinho da Gretchen (pasmem, rsrs) disse que ia “sair do corpo” e toda a galera acompanhou... Caos total! Só quem tava lá entende. Fora esses dois episódios, tudo ficou mais calmo.

No dia seguinte ao aniversário caótico citado, fomos ao “Retour des Alpages” em Annecy, uma pequena cidade, muito fofa, perto daqui. O “Retour des Alpages” é uma festa típica da cidade que mostra as tradições dos povos dos alpes, a culinária, o artesanato, a música, as roupas típicas, os dialetos, enfim, toda a cultura de quem vive nas montanhas. O curioso é o desfile de animais, camponeses com sinos e pessoas fazendo trabalhos de antigamente nas ruas da cidade, tudo pra recriar a vida nos Alpes, de outros tempos. Muito bacana. Degustamos algumas coisinhas gostosas, comemos um *tartiflette maravilhoso e tomamos um suco de maçã (e nada mais) feito na hora, muito bom também.


Em Annecy

*tartiflette: prato típico da região, feito com batatas, queijo e bacon.


Com o final do mês veio o feriadão de 10 dias do Toussaint (dia de todos os santos), de 23/10 a 01/11, que aproveitei indo pra Paris com amigos. Mas isso, já é assunto pra outro post...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Et, voilà... 3 meses na terra dos queijos e vinhos! - parte I


Bonjour, les enfants! Estou de volta ao ócio, depois de uma longa temporada sem aparecer por aqui, afinal, é muita coisa pra viver e descobrir nesse mundo, e como tudo acontece muito rápido, fica difícil parar e escrever sobre. Então, vou tentar fazer um resumão de tudo o que aconteceu por aqui nesse tempo, pelo menos das coisas mais interessantes/caóticas/engraçadas.

A poiva

Já contei essa história pros mais chegados. Cheguei à França no dia 28 de julho, e como só podia entrar na residência em 1° de agosto, eu teria que ir pra um hotel ou albergue pra passar os primeiros dias. Porém, eu tinha me inscrito num programa de parrainage, “apradinhamento”, e tinha uma “madrinha” francesa (a Sylvie) que, pra minha surpresa, me convidou pra ficar na casa dela nos primeiros dias. Eu, obviamente, aceitei (e foi a melhor coisa que eu fiz). A família dela me recebeu super bem, a Sylvie me mostrou a cidade e o campus e me ajudou em diversas tarefas, como abrir uma conta. Todos muito sympa e solícitos.

almoço no jardim da familia grenobloise

Agosto: mês do CUEF

Esse foi, sem dúvidas, o mês de maior bombação até agora em Grenoble. Apesar de ser um mês de férias, no qual a cidade fica meio parada e o campus deserto, todo mundo estava com aquele gás de quem acabou de chegar e quer curtir e conhecer tudo e todos. Ninguém parava.

indo pra Soirée DJ, a primeira do CUEF

Como só tínhamos as aulas de francês do CUEF (mesmo sendo 4h por dia, geralmente pela manhã, e 5 vezes por semana), todo dia era dia de festa, de sair, de conhecer lugares e pessoas de toda parte do mundo, todo dia era dia de queijos e vinhos... Em quantas aulas não chegamos com as caras amassadas de quem dormiu muito pouco ou matamos aula mesmo! (eu até que era guerreira e tentei ir a todas). Mas a culpa era do CUEF, da associação IntEGre e do EVE – e claro, dos milhares de brasileiros que aqui vivem – que promoviam (e promovem) festas, encontros, excursões, “churrascos”, e tudo mais pra integrar os que chegam, afoitos por farras e novidades (em todos os sentidos).

viagem à Annecy, com o CUEF

1ª road trip: Côte d’Azur!

Com o fim do curso de francês, o verão ainda marcando presença e o início das aulas um pouco distante, eu e mais três amigos brasileiros resolvemos alugar um carro e...Pé na estrada. Nosso desejo era um só: PRAIAS!

Encontramos um apê duplex, bem baratinho, pra alugar em Tourettes, uma cidadezinha a meio caminho das praias da Côte d’Azur. De lá, saiamos todos os dias rumo às cidades do litoral mediterrâneo, de águas azulzinhas.

No primeiro dia, fomos ao pequeno Principado de Mônaco, que não faz parte nem da região, nem da França, mas fica ali perto. O lugar é simplesmente belíssimo e um luxo só. Pra mim, foi o Top 1 da viagem. Fomos também à cidade das estrelas, Cannes; à Nice, demos uma passadinha pra conferir a noite fail de Saint Raphaël, passamos o dia em Antibes e demos um pulinho em Saint Tropez, já no caminho de volta (cidade que deixou a desejar, pela fama que tem...); além de apreciarmos a bela paisagem montanhosa do caminho, na ida, e de pararmos em Sisteron e Fayence, cidadezinhas medievais muito fofas.

Monaco
Nice


Sisteron


to be continued...

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Em Busca da Balada Perfeita


Se você é/está solteiro(a), sempre em busca de baladas, da bombação, de ver gente bonita e jovem, Porto de Galinhas e Maracaípe - PE são OS lugares. NOT!

Semana Santa, amigas livres, leves e soltas, pousadinha na praia de Maracaípe, ao lado de Porto de Galinhas, repleta de surfistas... E quantas expectivas pra noite galinhense (ou galinácea, hehe). 1ª noite e... Tudo por (penas) água à baixo! Jantamos numa creperia em frente a boate onde, reza a lenda, sempre bomba na cidade - a Biroska - já pra ver o movimento. Mas, depois de comermos, bebermos, bebermos mais um pouquinho, observarmos... Nada e Ninguém. Morgação total!

Foi então que vimos uma luz no fim da rua, um holofote iluminando o céu. Decidimos segui-la, imaginando que fosse uma tal de uma rave, num lugar chamado Muru Muru, que aconteceria por alí. De fato era, mas chegando lá, não nos animamos muito com a quantidade de *catrevas e *hab locs alí presentes. Fora o desespero do carinha da entrada pra falar com a gente, só porque a gente tava olhando pra quem entrava e saía (mais saía)... Oi? Isso foi altamente morgante.

Como boas guerreiras, saimos andando pelas ruas, desoladas, na esperança de encontrar algum lugarzinho cool, com algumas pessoas jovens e bonitas, quem sabe até solteiras! (Oohh). Achamos o Fiteiro, um barzinho animado, com uma banda tocando e pessoas empolgadinhas. Pronto! Esse era o lugar mais bombação de Porto naquela sexta-feira à noite... Lá que ficamos.

(Me recuso a contar dos carinhas gatinhos e aparentemente solteiros que encontramos e que logo em seguida descobrimos que eram gays).

Enfim, o bar era legal, mas a banda já tava perto de acabar.

2ª night, dessa vez em Maraca mesmo. Soubemos de um reggae e um dj que ia rolar por lá. Também tínhamos a opção de dar uma olhada na *boite. Chegando em frente ao reggae, parecia que a noite até prometia "I gotta a feelin', that tonight's gonna be a good night" Pura ilusão, o que nós descobriríamos em seguida. Até então, havia um bocado de gente, uns gatinhos, gente jovem. Mas de repente, foi esvaziando, o reggae começou (muuuito tempo depois) mas tava muito ruim, pouca gente, muitos hab locs por alí... #fail

Ainda tentamos, em vão, entrar na festa da boite, mas era particular, só para os portugueses de um cruzeiro. Kuen! Dessa forma, não tivemos outra alternativa senão sair tocando o terror em Maraca e Porto, mas essa história... É para poucos e bons! Hahahaha

-------------------------------------------------------------------------------------------

*hab locs - habitantes locais

*catrevas - (abrev. de catrevagens) gente feia, malamanhada, brega

*boite - (lê-se boite mesmo) nome que demos a uma casa-balada em Maraca

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

- Qual é a boa de hoje? Nada, pra variar...


Belas praias, povo hospitaleiro, cidade relativamente tranquila, temperatura média em torno dos 26°C... Parece a descrição de um paraíso. De fato, Jampa (vulgo João Pessoa) possui todas essas e outras qualidades, especialmente se você pensar num lugar bom pra descansar, pra viver depois da aposentadoria, pra ter sombra e água fresca.

Mas, para quem é jovem e cheio de energia, Jampa nos brinda com diversos finais de semana de pura... pasmaceira! Falta do que fazer mesmo. Ainda mais para aqueles que fogem ao modo de ser típico local, ou seja, ao estilo forrozeiro-micareteiro.

Às vezes penso que a minha vida noturna seria mais fácil, por aqui, se eu tivesse o tal estilo, assim teria muito mais opções: poderia frequentar os shows do Forrock, com todos aqueles "boyzinhos" com os primeiros botões da camisa abertos, de onde sai um tufinho do peito, uma correntinha no pescoço e calças jeans "arroxadas"; as boates da feirinha de Tambaú, onde certamente iria num salto 15cm, com meus cabelos tingidos de loiro e chapinha desde o folículo piloso (e onde encontraria uma programação, que dificilmente varia, do tipo: Forró Riqueza, Bereguedê, Ala Ursa e afins); o Golfinho no Bessa; ir ao Parque Cowboy (baixando mais o nível), entre outros. Porém, como não tenho esse mau gosto, as opções ficam muito mais restritas e até, nulas.

Me restam alguns bares da feirinha de Tambaú, que não abrem aos domingos e os quais eu não aguento mais nem passar na frente, showzinhos alternativos-com-as-mesmas-caras-de-sempre do Centro Histórico (isso quando tem um) ou casas de amigos, que tem sido a solução para fins de semana "nulos". Vire e mexe surge algum barzinho "sensação do momento", que em pouco tempo perde a graça, vai ficando decadente e, não raro, fecha.

E por aí vai...

-----------------------------------------------------------------------------
*Uma música para a atual "fossa":

"Já é setembro / tudo passando / amigos e mesa de bar /
nada de novo / nada mais, nada mais." (Nada de novo - Eddie)